Construído em 27 a.C sob comando de Marcus Vipsanius Agrippa , o templo, foi em 117 d.C, no Império Romano, de Públio Élio Adriano, conhecido como um bom imperador, admirador da arte, da filosofia, da religião e da arquitetura grega.
Um ano após subir ao trono, iniciou a sua principal obra, no centro de Roma. A reconstrução de um monumento dedicado aos deuses da cultura religiosa grega, o Panteão Romano.
O templo é considerado uma grande revolução na arquitetura ocidental, pois na construção da grandiosa abóbada, serviu-se da técnica com base no funcionamento do arco, considerando as ordens clássicas da arquitetura grega e foi o primeiro edifício da época a utilizar na construção um novo material, o concreto.
Depois da ascensão do cristianismo no Império, o templo pagão foi abandonado. No século VI, os bizantinos retomaram o controle de Roma e doaram o Panteão à Igreja Católica, que transformou o templo pagão em uma igreja cristã dedicada à Virgem Maria dos Mártires.
No dia de Pentecostes, depois da missa, através do óculo acontece uma chuva de milhares de pétalas de rosas vermelhas, forrando o chão da igreja com um belo tapete aromático.
Com paredes grossas e sua cúpula formando uma espécie de "olho" por onde entram luz e ar, o templo chama a atenção pela meticulosidade da sua engenharia num tempo bem distante de toda a tecnologia que temos hoje: a altura da construção, 43 metros, é a mesma medida do diâmetro da cúpula. A abertura no centro, com 8,95 m de diâmetro, permite que a luz natural ilumine todo seu interior e, em caso de chuvas, a água escorre pelo seu sistema de drenagem por buraquinhos quase invisíveis no chão.
Ao passar pelas majestosas colunas do átrio, o visitante encontra um grande portal de bronze, que o conduz ao amplo ambiente circular, composto de sete capelas recuadas, oito nichos, um teto abobadado que abriga no centro o óculo. O interior do Panteão ainda preserva seu piso de mármore original e suas paredes são revestidas por granitos e mármores amarelo e roxo delicadamente esculpidos que compõem quase celestialmente com o projeto de seu exterior.
Conhecido por ser a obra arquitetônica mais bem preservada da Roma Antiga, o Panteão de Roma ou Pantheon de Roma, fica no coração da cidade, mais exatamente na praça da Rotonda, e é um dos maiores símbolos do grande Império Romano. Diferente da maioria dos templos romanos, o Pantheon tem a forma de uma cúpula, uma das maiores cúpulas construídas em concreto do mundo. Alguns o chamam também de Pantheon de Agripa, em homenagem a quem ordenou sua construção. Atualmente, o local abriga o túmulo de grandes personalidades italianas, como o artista Rafael e o rei Vittorio Emanuele II — primeiro rei da Itália unificada.
A visita ao Panteão de Roma pode ser feita diariamente, das 9h às 19h. A entrada, que era gratuita, passou a ser paga recentemente e agora custa 5 euros.
O passeio não costuma demorar muito mais do que meia hora e, caso deseje evitar a multidão, recomendamos ir no horário de abertura do local. Entretanto, saiba que do lado de fora formam-se longas filas para visitar o Pantheon praticamente a qualquer época do ano.